2º Computer Games – Cobertura do evento

Como de praxe e prometido, venho trazer a minha visão sobre o mais recente evento de jogos de luta que aconteceu aqui na cidade de Belém. Trata-se do Segundo Computer Games, organizado pela Computer Store, que além de Super Street Fighter 4: Arcade Edition Ver. 2012 trouxe outras atrações e campeonatos, como Dota, Counter Strike e PES. O meu interesse aqui, como sabido, volta-se apenas ao SSFIV e eu gostaria de dividir o post em duas partes: uma primeira com comentários a respeito da organização e outra com uma narração e explicação sobre o desenrolar do torneio e minhas partidas em específico.

Críticas ao evento

Particularmente eu fiquei muito desapontado com a organização do evento, porque muitos dos erros cometidos na edição passada se repetiram e talvez de maneira ainda mais grave. Gostaria apenas de enfatizar dois pontos:
I – Com relação ao atraso. Minha partida estava marcada para as onze horas da manhã, mas eu só fui jogar lá pelas cinco da tarde. É claro que a pausa para o almoço contou como tempo, mas ainda assim o atraso foi excessivamente longo. Isto cansa e desestimula qualquer um – eu, por exemplo, nem fiquei tão desapontado com a minha eliminação do torneio porque também já mal esperava voltar pra casa de tão exausto. Com certeza utilizar mais uma estação com o SSFIV ajudaria bastante, mas nada adianta se a devida atenção não for dada ao jogo. Muita gente estava reunida ao redor da tevê, muito mais do que em todas as telas de PES e tinha apenas uma moça cuidando de tudo. Este foi o primeiro ponto negativo.
II – O segundo ponto negativo foi o modo como a bracket que seguia a fase de grupos foi sorteada. Duas seeds foram dadas a dois classificados em segundo lugar de dois grupos, em detrimento do classificado em primeiro lugar destes respectivos grupos. Isto não faz qualquer sentido – é basicamente recompensar o jogador que teve um desempenho pior na fase de grupos.

Fora isso, a única coisa que foi realmente pior do que o evento passado foi a ausência de uma cantina ou lanchonete. Além de ter que esperar, tivemos que esperar com fome, pois o boteco da Computer fechou para outro evento e não se sabia onde era o lugar mais próximo para comprar algo para comer. Na loja da BR, sede do evento passado, tinha lugar para comprar refrigerante e alguns salgados.
A premiação também era muito comentada por todos os participantes do evento, independente do jogo. Realmente, comparado ao preço da inscrição, as premiações foram bem desestimulantes. A do PES foi bastante generosa, mas no SSFIV as coisas já começam a ficar pesadas. Imagine no Dota, que o time vencedor teve que dividir R$ 400,00 entre si…
Com isto, eu encerro meus breves comentários sobre a organização do evento. Espero que sejam levados em conta no planejamento do próximo (se houver) para que tudo se desenrole da melhor maneira para todos.

A partida de agora comentarei a minha trajetória do torneio partida por partida até a minha eliminação.

vs Cammy

O meu primeiro adversário na fase de grupos foi o Rafa, grande parceiro de jogos de luta, também conhecido na internet como Selphiros. Ele escolheu a Cammy e pra mim essa foi uma escolha bem acertada, porque dentre os personagens que ele joga (Cammy, Makoto, Chun-Li) a Cammy é talvez a que me dê mais dor de cabeça. Eu lembro que nesta partida eu estava bem tranquilo e conseguia controlar o espaço bem o suficiente pra levar o meu oponente até o canto durante a maior parte da partida. Depois de certo tempo o Rafa começou a tentar pular pra cima de mim, mas os pulos logo se tornaram previsíveis. Venci de dois a zero, contando um pouco com a sorte no segundo jogo, quando o Rafa defendeu um EX rekka que eu tinha usado pra tentar ganhar no cheap damage, mas calculei errado o dano que faltava. Ele sobreviveu, mas ainda assim não conseguiu punir. Ambos os jogadores estavam com pouquíssima vida sobrando e um chute fraco agachado conseguiu selar a vitória para mim.
vs Guile

Meu próximo oponente da fase de grupos foi um cara com quem nunca tinha jogado. Acredito que tenha sido a luta mais difícil na fase de grupos. Esse foi um dos momentos em que a gente percebe o quão difícil é jogar contra alguém desconhecido. Ele jogava de uma maneira muito simples – como todo jogo do Guile tem que ser -, mas ainda assim eu não tinha resposta para algumas das coisas que ele fazia. Os rounds oscilavam bastante, ora eu perdendo com uma desvantagem absolutamente incontornável, ora eu vencendo praticamente de perfect. Felizmente, no final, eu consegui vencer, mesmo que com um apertado dois a um.

vs Seth

Antes de começar o torneio, eu só conhecia o Rafael do meu grupo. Depois que as partidas começaram e eu pude ver o jogo dos outros participantes é que eu fui me dar conta de que nós estávamos em um dos grupos da morte do evento. Este jogador de Seth eu também não conhecia e nunca tinha jogado contra, mas ele mostrou conhecer muito bem o jogo e seu personagem e deu desafio para todos contra quem jogou. Utilizando muitos recursos do Seth e sabendo confirmar os combos, ele conseguiu se classificar em segundo lugar no meu grupo. Não conseguiu me vencer e acho que pra isso contou muito a experiência que eu tive jogando com alguns Seths aterrorizantes online, mas o seu desempenho foi muito bom.
Eu notei particularmente uma coisa no jogo dele: muito embora ele conhecesse bem os recursos do Seth, ainda falta conhecimentos fundamentais sobre o jogo. Por exemplo, usar shoryuken como antiaéreo e saber defender melhor. Essa falta de noção mais básica do jogo custou a ele algumas derrotas e a eliminação do torneio, mas com certeza é um jogador que tem tudo pra se destacar.

vs Deejay

Este foi também, junto com o Seth, outro jogador que se destacou e foi positivamente comentado pelos outros jogadores do evento. No começo da minha partida contra ele eu estava encontrando muita resistência na luta pelo espaço, mas eventualmente eu conseguia levá-lo para o canto e prendê-lo lá, vencendo os rounds. Depois de um tempo, não sei se por cansaço ou frustração, ficou muito fácil levá-lo para o canto – eu basicamente precisava só andar em direção a ele que isto o fazia recuar. Com meu objetivo concluído (levar o oponente ao canto) eu só precisava administrar minhas vantagens para conseguir a vitória.
Mais um jogador que possui alguns defeitos em relação a fundamentos, mas que podem ser facilmente corrigidos e que tem tudo pra se destacar no futuro.

vs Guile

Após me classificar em primeiro no meu grupo eu sabia que teria pelo menos duas partidas muito difíceis para alcançar o troféu. Além do Robson, excelente jogador de Dhalsim que eventualmente acabou levando o campeonato, eu acompanhei as partidas deste jogador de Guile na fase de grupos e eu pude ver desde já que ele seria um adversário complicado. Eu não acho que tenha jogado mal nesta partida, pois estava conseguindo levá-lo ao canto com certa facilidade, mas em compensação ele estava fazendo um excelente trabalho de defesa encostado no corner. Ele conseguia trocar pokes com bastante êxito e me manter ainda assim um pouco distante, além de conseguir reagir aos meus avanços mais bruscos, como pulos, rekkas ou chicken wings.
Acabou que eu perdi de dois a zero, mas com praticamente todos os rounds bem disputados. Rolaram alguns ultras na reação de ambas as partidas – acertei um ultra na reação ao chute fraco em pé e ele acertou um ultra na reação ao meu EX Chicken Wing. Algumas coisas bizarras aconteceram tipo um jab cortando meu “meaty” command grab e uma voadora cortando meu horis antiaéreo. Também aprendi da pior maneira que os “cross” do Fei Long não funcionam no Guile abaixado. Não tenho certeza se o meu oponente sabia disso ou só estava mantendo a carga, mas ele não estava defendendo em pé e conseguia sair dos meus setups o tempo todo. Saí da partida um pouco frustrado, seja porque é natural se frustrar com uma derrota, ainda mais sabendo das minhas chances de chegar à final caso eu passasse, seja porque isso deixou bem claro que eu ainda tenho muitas dificuldades de jogar contra pessoas que mantém o estilo clássico de jogar Street Fighter desde o II – aquele estilo bem paciente, simples e eficiente de controlar o espaço com pokes, antiaéreos normais e projéteis, sem combos ou rushdown.

No final das contas foi um evento bastante legal, independentemente das falhas que ocorreram. Gostaria de agradecer a todos que fizeram com que esse evento fosse possível e espero que não tenhamos que esperar mais tanto tempo para outra competição, porque Belém é um cenário bastante fértil para bons jogadores – apenas carece de reconhecimento e investimento.

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Computer Games

Sem muito movimento por essas bandas ultimamente, graças ao sempre morno cenário competitivo de Belém. E as coisas vão ficar frias até final de março do ano que vem, pois o campeonato da Computer Store que estava planejado para acontecer em dezembro foi adiado já há algum tempo para os dias 30 e 31 de março e 01 de abril, como se pode ver no anúncio do site oficial:

http://www.computerstore.com.br/campeonato/

Enquanto isso, não há outro campeonato de jogos de luta à vista. Temos planos para um último ranbat de BlazBlue: Continuum Shift 2 antes que fosse lançada a nova versão para consoles, mas pelo menos até o momento nada muito sólido.

Por outro lado, encontrei na Internet (graças ao amigo Tharles, o campeão do Dhalsim) o vídeo da semi-final do último campeonato da Computer Games. A partida entre eu (jogando de Fei Long) e o Alex (jogando de Zangief) pode ser assistida no link abaixo:

Apesar da derrota, acredito que foi uma boa partida. Peço que confiram e me despeço por agora.

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2º Computer Games

Já tive a oportunidade de fazer a divulgação e cobertura do primeiro evento de games da Computer Store e a sua segunda edição acontecerá ainda em dezembro, nos dias 9, 10 e 11.

Segue o link do site oficial do evento:

http://www.computerstore.com.br/campeonato/

Dessa vez o evento terá como modalidades mais dois jogos de luta: Tekken 6 e Mortal Kombat 9. Muito embora eu não participe desses dois torneios, já é um bom avanço e atiça a esperança da inclusão de outros jogos.

Minha inscrição já está confirmada e o pagamento já foi efetuado, a despeito do erro cometido no email ao indicar a edição do evento (a mensagem informa que eu estou inscrito para a primeira edição…).

Desejo boa sorte a todos os jogadores e tentarei  conseguir uma melhor colocação do que na vez passada, muito embora minhas expectativas não estejam tão otimistas, já que o nível de Belém é alto e vencer estes campeonatos é sempre muito difícil.

Prometo também fazer uma cobertura e crítica nos mesmos moldes da edição passada.

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[Hit Confirm] 1º Ranbat Paraense de BlazBlue

Retorno ao blog – agora bem mais apresentável graças ao banner feito pelo Nikki do Hit Confirm – para comentar um pouco sobre o primeiro ranbat paraense de BlazBlue. Infelizmente não tive a oportunidade de fazer a cobertura detalhada das minhas partidas. Talvez assim que os meus vídeos forem disponibilizados eu possa comentar algumas – isto é, se elas chegarem a sair. Este post tem um propósito mais de divulgação do que de detalhamento.

Pois bem: dia 15/10 conseguimos realizar um projeto que já tínhamos concebido há alguns meses aqui em Belém – inaugurar o nosso ranking regional de BlazBlue. A comunidade paraense de BB, embora pequena, é bastante unida e fiel. Portanto, este é apenas o começo de uma idéia que tem tudo pra se consolidar e permanecer por várias temporadas. O resultado do primeiro torneio consta a seguir:

1 – Muh (BA) 10 pts.
2 – Erick (HA) 8 pts.
3 – Diew (MA) 6 pts.
4 – Irion (TA) 5 pts.
5 – Junior (JI)
5 – Leno (VK)
7 – Mirage (TK)
7 – Alan (TS)
9 – Dan (AR)
9 – Kawa (LI)
9 – Kenzo (TS)

Não faz muito sentido apontar a tabela de pontuação geral uma vez que esse é o único torneio até o presente momento. Detalhes como brackets e comentários podem ser encontrados aqui. Alguns dos vídeos (infelizmente nenhum meu, por enquanto) podem ser assistidos no canal do Kawa no YouTube. Nosso próximo ranbat ainda não tem data certa, mas a frequência ideal com a qual pretendemos realizá-los é de pelo menos dois em dois meses.

Sobre as minhas partidas, posso dizer que não estou particularmente desapontado com meu desempenho. Acho que eu joguei bem, apesar de poder ter não dropado combos decisivos. O que faltou mesmo foi conhecimento de matchups, especialmente contra o Hakumen. Eu conseguia baitar o Erick mas não era bem sucedido nas punições.

Depois de ter vencido o Muh no segundo round da Winners Bracket, eu joguei contra ele de novo nas Losers Finals. Dessa vez ele me venceu de maneira bem convincente por 2×1. Ele realmente jogou muito e a partida teve direito a um momento bastante engraçado: ele tentou um combo do Bang que eu sabia que não funcionava na Makoto e comemorou antes da hora… Perdeu o round, mas no seguinte (o último da Best of 3) conseguiu vencer e passou pra enfrentar o Erick.

Mesmo tendo que vencer dois sets para se consagrar campeão, Muh não se abalou e venceu quatro partidas consecutivas do Erick, mostrando conhecimento do oponente, baitando bastante os counters e inclusive fazendo movimentos bastante arriscados (o que demonstrava confiança). Em um round ele tentou usar o drive do Bang depois de cancelar (Rapid Cancel) um jab que havia acertado o Distortion Drive counter do Hakumen. Não deu certo, mas provocou um momento de tensão nas pessoas que estavam assistindo. Enfim, ele venceu de maneira bem dominante e é o primeiro campeão dos ranbats paraenses.

Privilegiar uns em vez de outros nos agradecimentos seria uma injustiça, mas gostaria de agraceder especialmente ao Alex por providenciar a casa pro torneio e pela recepção bastante acolhedora (a.k.a. pizzas e sacolés). Mas é bom notar que sem a contribuição e a boa vontade de cada um dos participantes e integrantes da comunidade de BB de Belém este evento não seria possível.

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A arte dos jogos de luta

Inspirado neste post, resolvi dar um pequeno sopro de vida a este blog. “Em que sentido é possível afirmar que os jogos de luta são uma arte?” Não tenho a intenção de desenvolver o texto segundo referenciais filosóficos ou científicos. Tratarei o tema de forma mais simples e menos pretensiosa, mas terei sempre como meta proporcionar uma boa leitura e reflexão. O texto a seguir será uma resposta a essa questão.

A afirmação de que os games são obras de arte não é tão recente assim – antes mesmo da virada do milênio já se dizia nos meios de comunicação que, após o cinema, os games comporiam uma tal de “oitava arte”. Hoje em dia é possível encontrar um apelo artístico dos games que se parece muito com o cinema. É só falar de Metal Gear Solid para se lembrar das cutscenes dramáticas num formato que se assemelha muito a obras cinematográficas. A capacidade atual dos hardwares proporciona um tipo de entretenimento “gamístico” que não se diferencia tanto da passividade do cinema. Por outro lado, o grande diferencial dos videogames como mídia é a possibilidade de interação com o jogo, e toda uma série de outros jogos se destacam pela genialidade de seus sistemas. Pode-se citar aqui The Legend of Zelda por seus conhecidíssimos calabouços, a série Fallout que, a despeito de seus numerosos bugs, possui uma capacidade de imersão singular e o mundo de Shadow of the Colossus, absolutamente inigualável.

Por outro lado, os jogos de luta não se enquadram em nenhuma das categorias acima delineadas. Muito embora alguns jogos de luta sejam um deleite para os olhos – vide os jogos da Namco ou o caprichadamente tradicional visual 2D da série BlazBlue -, não é por causa disso que eles cativam e movimentam tantos jogadores dedicados. Por detrás dos gráficos bonitos, do carisma dos personagens e de uma trilha e efeitos sonoros bem trabalhados, existe todo um sistema camuflado e engenhoso. Quando se assiste a empolgação da platéia no Evo Moment #37, não é pelos gráficos do jogo ou pela genialidade de seus produtores que a multidão está gritando. Aliás, em geral o visual dos jogos de luta é bastante ordinário. É por uma sacada, uma saída brilhante de um dos jogadores que as vozes fazem coro.

A partir daqui já se tem dois aspectos importantes que diferenciam os jogos de luta de outros games: primeiro, o que neles chama a atenção não é um elemento propositalmente criado pelos desenvolvedores. Não é um efeito de luz particularmente chamativo, nem necessariamente uma linha de diálogo brilhante. Além disso, não é algo obrigatoriamente previsto pelos programadores quando da concepção do jogo. Na maioria das vezes é algo que nem sequer passava pelas suas mentes. É claro que nos jogos mais recentes os desenvolvedores já atentaram para esse fenômeno e procuraram incorporar esses efeitos de maneira consciente em seus jogos. Mas ainda assim sempre acabam vindo à tona novas possibilidades, descobertas não pelo desenvolvedor, mas pelo jogador. Mesmo após mais de dez anos ainda surgem mais combos em jogos como Marvel vs Capcom 2, Street Fighter 3: 3rd Strike e Super Street Fighter II Turbo.

Segundo: existe sempre um trabalho especialmente criativo no ato de jogar. Os jogos de luta tem um espaço muito grande para a criatividade, difícil de encontrar em jogos de outros gêneros. É uma característica comum a todos os jogos multiplayer, uma vez que o jogador interage não apenas com o jogo mesmo, mas também com seus adversários. É dessa maneira que se criam expectativas sobre o comportamento e o pensamento do meu oponente e de que jeito eu posso superá-las – enquanto ele tenta fazer o mesmo. Este é um campo demasiadamente complexo, mas para os fins deste texto são suficientes estas considerações.

É mais ou menos por isso que os jogos de luta não chamam tanta atenção em eventos como a E3 – eles não tem como principal foco os mesmos elementos dos outros jogos. No entanto, o público dos jogos de luta é bastante conhecido por ser extremamente fiel a seus jogos. Os jogos de luta são tão complexos e ricos que conseguem fazer com que os jogadores se dediquem a apenas um jogo por anos. Além de, por causa disso, serem bastante rentáveis financeiramente, os jogos de luta tem uma experiência que se encerra apenas em um prazo bastante longo – é só ver que Street Fighter II Turbo ainda é jogado nos arcades japoneses e em torneios do mundo todo.

O deleite dos jogadores desse tipo de game tem mais a ver com o movimento das hitboxes, da frame data e das estratégias, bem como da capacidade do jogador de sair de situações difíceis e de executar operações manuais complicadas (combos de execução difícil ou qualquer comando complicado). Existem vários aspectos que são apreciados pelos seus jogadores: a estabilidade mental, a regularidade nos resultados em torneios ou em partidas mais “sérias”, a capacidade de prever os movimentos de seu oponente e reagir de acordo, a velocidade na reação, dentre outros. Este post não é sobre isso, no entanto. Acredito que a questão que apresentei no início já se encontra suficientemente respondida. Se existe uma arte nos jogos de luta, ela não está nas cutscenes cinematográficas, como em Metal Gear Solid. Ela também não está na capacidade de imersão de jogos como Fallout, Oblivion ou Shadow of the Colossus. Nem nos quebra-cabeças e na aventura cativante da série The Legend of Zelda. Os jogos de luta são apreciados como uma arte de uma maneira semelhante com a qual se admira os esportes ou o poker (caso o leitor não considere poker um esporte). Recomendo a leitura desta entrevista com Yoshinori Ono, produtor da série Street Fighter.

Em geral, os jogadores trabalham com um “código”, uma lógica distinta do que os programadores esperaram que fosse utilizado. De certa maneira, empresas como a Capcom e a ArcSys já atentaram para esse fenômeno e tentaram utilizá-lo em seu favor em suas obras mais recentes. Entretanto, não muda o fato de que o funcionamento dos jogos de luta se desprende da intenção original de seus desenvolvedores – é impossível a eles prever todas as possibilidades de um sistema sempre extremamente fértil. É pouco provável que os criadores da série Street Fighter estivessem cientes de todas as implicações que a mecânica de safe jumps e option selects oferece ao jogo. É possível citar aqui também mecânicas como o backdash cancel do Slayer no Guilty Gear XX: Accent Core e o wavedash no Super Smash Bros. Melee.  Mesmo que eles tivessem colocado propositalmente estas mecânicas mais avançadas (no sentido de que são desconhecidas do público mais casual dos games), é difícil de acreditar que eles tivessem em mente todas as consequências que esse tipo de recurso adiciona às estratégias do jogo.

A arte dos jogos de luta é a arte dos jogos competitivos. É uma apreciação bastante distinta dos games em geral, bem como do cinema ou de outras formas de arte mais tradicionais. A beleza dos jogos de luta está camuflada nos visuais, escondida na mente dos jogadores e exprimida na operação dos botões do controle. A beleza dos jogos de luta também é criada mais pelo jogador do que pelo idealizador do jogo.

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Cobertura do torneio de SSF4 da Liga Norte de Esportes Eletrônicos

Como prometido há mais ou menos dois meses, trago a cobertura da Liga Norte de Esportes Eletrônicos, talvez o melhor evento de games do qual eu já tenha participado. Vocês já sabem que a perspectiva que eu adoto na minha descrição é a de jogador. Mais especificamente, jogador de Super Street Fighter 4. Desse modo, não escreverei sobre Counter Strike ou nenhum outro jogo presente no evento. É claro que isso não impede que eu faça algumas críticas quanto à estrutura do evento ou sobre o formato do torneio. Elas terão seu lugar. Mas o meu maior interesse sempre foi procurar demonstrar um pouco dos aspectos envolvidos na psicologia ou matemática presente nos jogos competitivos – e neste caso não será diferente.

Acho importante começar com os elogios ao evento. O local escolhido foi muito bom. O salão da Computer Store é bastante amplo e confortável, além de não sofrer com problemas de refrigeração e mau cheiro. A loja da Computer, apesar de distante do centro, não é de difícil acesso e eu só tive problemas de congestionamento no trânsito no retorno do primeiro dia. Além disso, apesar de haver um restaurante no local, é possível almoçar em um supermercado bem próximo, caso esteja procurando preços mais acessíveis. Sem dúvidas, é um lugar que eu gostaria de visitar novamente em um futuro evento.

As minhas críticas sobre o procedimento são as seguintes: primeiro de tudo, é preciso organizar de forma mais centralizada as informações sobre o evento. Aquele endereço usado para divulgação poderia ser o local principal para divulgação de informações importantes. Se eu não tivesse criado de última hora uma conta no orkut para procurar novidades sobre o sorteio das tabelas, dificilmente saberia que eu fora sorteado para jogar em um grupo do sábado. Se eu tivesse sido sorteado para jogar na sexta-feira, provavelmente teria dificuldades em comparecer ao evento por falta de tempo para me planejar.

Outro ponto que merece atenção é a ausência de respostas por parte da organização. Se a intenção do botão “Dúvidas?” no site era esclarecer pontos dúbios ou prestar suporte aos participantes, por que eu não fui respondido nas duas vezes em que entrei em contato?

Faltou também outra televisão com Super Street Fighter 4 rolando. Isso economizaria bastante tempo e terminaria o evento mais cedo, evitando alguns transtornos em relação a transporte e complicações de horário. A gente sabe que Pro Evolution Soccer é o favorito da galera e contou com um número absurdamente maior de participantes. Mas o torneio de Super Street Fighter 4 também contou com um chorum considerável (por volta de 25 inscritos) e realizá-lo num formato de fase de grupos em apenas uma estação (como foi feito) consome bastante tempo.

Fora isso, não tenho mais o que dizer sobre as questões procedimentais do evento. Não tenho dúvidas de que foi o maior evento do qual eu já participei e talvez um dos maiores já realizados aqui em Belém. Sabendo que existe a possibilidade de acontecer uma nova edição (em dezembro, talvez), caso a organização atente para alguns pequenos erros, não tem como dar errado. A comunidade gamer de Belém só tem a agradecer, ainda mais porque ouvi dizer que outros jogos possivelmente marcarão presença.

Encerradas estas considerações, falarei sobre o torneio sob meu ponto de vista de jogador.

Como a vida é curta e o tempo precioso, deixarei de lado as considerações sobre o formato do torneio e narrararei, uma a uma, todas as minhas partidas do torneio até a minha eliminação. Tentei adiar ao máximo esta postagem para dar tempo dos vídeos das lutas saírem, mas até agora não consegui achá-los e nem vi divulgação a respeito. Isto eu não entendo: para quê você leva uma câmera digital para o torneio e efetivamente filma as partidas se não for para colocar na Internet depois?

O pior de tudo é que por não ter material das partidas eu fico prejudicado no formato da minha proposta para esse blog. Eu gostaria muito de analisar a psicologia e o conhecimento da matemática do jogo em partidas minhas, mas sem material de vídeo fica extremamente difícil proceder desta maneira. Escrever sobre as partidas apenas com base em registros de memória é muito complicado, além de particularmente problemático.

Enfim, importa ressaltar apenas que ocorreram inúmeros Walk Overs no decorrer do campeonato – e é por isso que o número de partidas analisadas parece muito pequeno.

vs Guy

Minha primeira partida foi contra um jogador de Guy. No decorrer da semana eu pude confirmar que ele é um jogador que eu já havia encontrado algumas vezes na Live do PC.

Assim, não conhecendo quase nada sobre o Guy, tive que jogar a partida apenas com as noções gerais de jogo. Aproveitei bastante o jab de 3 frames do Fei Long conectando ao rekka para punição genérica e mantive um jogo à distância, mas sempre colocando pressão quando possível – quando conseguia um hard knockdown, por exemplo. Venci de dois a zero sem muitas complicações.

vs Blanka/Zangief

Na minha segunda partida eu joguei contra um jogador de Pro Evolution Soccer que também estava participando do torneio. Foi bastante engraçado porque os amigos dele estavam colocando bastante pressão nele durante a partida. Por outro lado, foi uma partida ao mesmo tempo perigosa e reveladora para mim.

Ele jogou o primeiro round de Blanka, personagem que já vinha usando em outras fases do torneio. Não tive muitas dificuldades porque ele sempre tomava os setups de safe jump ao tentar usar eletricidade no wakeup e a partida não foi muito longe disso. No segundo round ele colocou Zangief e me venceu. Mesmo sendo apertada, a derrota provocou em mim um relevante abalo psicológico, pois particularmente eu não suporto jogar contra grapplers de maneira geral. Esse é definitivamente um dos pontos que eu tenho que melhorar no meu gameplay. Felizmente, no terceiro round tudo correu bem. Consegui jogar com mais paciência e me classifiquei para a próxima fase.

vs Rufus

Na fase seguinte o meu adversário foi um jogador de Rufus que vinha de Macapá. O resultado foi uma vitória muito convincente (com direito a perfect) de dois a zero. Mais um jogador que não respeitava os setups de safe jump – muito provavelmente por não conhecê-los, é verdade. E as partidas do primeiro dia encerram aqui. Fui pra casa classificado para as semi-finais sabendo que eu ia enfrentar um adversário muito forte no dia seguinte.

Vs Zangief

No segundo dia eu ainda precisaria vencer duas partidas para me consagrar campeão e já sabendo quem seria meu adversário nas semi-finais eu pude, em tempo limitado, procurar algumas informações sobre como jogar contra o Zangief. Particularmente, como já mencionado, eu tenho muitos problemas ao enfrentar personagens grapplers. São coisas que podem até parecer simples a outros jogadores, mas que eu ainda tenho dificuldades em incorporar ao meu jogo.

O jogador eu já conhecia – já havia jogado contra ele algumas vezes, embora nunca em um torneio. Eu sabia que ia ser uma partida muito difícil, pois além das dificuldades relativas ao personagem, o meu oponente era um jogador com muita experiência em jogos de luta, pois joga desde as versões mais clássicas do jogo nos fliperamas.

De certo modo, eu comecei a partida muito bem. Venci o primeiro set sem perder um round e estava me sentindo confiante. Entretanto, a partir do segundo round o oponente começou a se adaptar. Passou a se mover em distâncias mais seguras e começou a acertar os primeiros SPDs. O meu estado psicológico sofreu alterações com isso, e mesmo eu tendo chegado bem perto de vencer o segundo set, uma mistura de nervosismo com aquele sentimento de descrença em relação a minha própria vitória me levou à derrota.

O terceiro e último set foi bem diferente. Ele estava conseguindo entrar em uma zona de conforto bem mais facilmente e fez adivinhações bem oportunas (por exemplo, pular para trás ao presentir o Chicken Wing para cair em uma distância perfeita para o pilão), podendo punir adequadamente e venceu sem muitas dificuldades.

Infelizmente, eu estava a partir de então eliminado do torneio. A conclusão foi a seguinte: Alex (o jogador de Zangief) passou para a final e enfrentou o Robson (jogador de Dhalsim), que passou da sua semi-final por W.O. A partida entre os dois foi bem sofrida para o Alex – ele parece ter muitas dificuldades na matchup do Dhalsim – e foi finalizada em três a zero para o Robson, que é um jogador muito bom. Não o enfrentei no torneio, mas só de assistir as suas partidas já vi que vencê-lo seria muito difícil. O interessante é que ele jogou o torneio em um arcade stick bastante excêntrico.

Mesmo não tendo vencido e nem sequer chegado às finais, foi uma experiência muito legal porque eu pude conhecer melhor alguns jogadores daqui da cidade e trocar opiniões e conhecimentos com eles. Fico no aguardo para o próximo torneio, seja qual for.

Deixo aqui, por fim, os vídeos (descobertos recentemente) das Grand Finals do torneio:

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Cobertura dos torneios da sala de Fighting Games do Animazon

Como prometido, este post é dedicado a reportar os acontecimentos da nossa sala de Fighting Games no Animazon neste último final de semana, a fim de deixar os que não puderam comparecer – pelos mais variados motivos – mais ou menos a par de como o evento se desenrolou. Para compensar o tempo que eu passei sem postar, será um texto bem grande. Escolhi adotar o ponto de vista de organizador e o ponto de vista de jogador em dois momentos diferentes da narração porque achei que isso seria mais interessante também para uma humilde tentativa de análise da psicologia do jogador.

 

Prelúdio

 

Na sexta-feira (04 de julho), começamos a preparação da sala para o evento. Eu, Dan, Kawa e Leno – com o sempre bem-vindo suporte da galera do Animazon – carregamos e organizamos as telas, alguns consoles (os restantes só vieram a aparecer no dia seguinte), mesas e cadeiras pra proporcionar um ambiente agradável. Na hora de descarregar a enorme televisão do Muh, um motorista de ônibus ficou um tanto impaciente com o carro do Leno parado no meio da rua. Eu não fiquei pra ver o que aconteceu – porque estava carregando a tela -, mas espero que não tenha sido nada de mais.

Enquanto a gente esperava alguns equipamentos retardatários chegarem, houve tempo para jogar muitas partidas. Joguei MvC3 com o Kawa, BBCS2 com ele e o Dan e SSF4 com o Alex (também conhecido como shadowonlive no GGPO ou shadow teky). Detalhes: nesse dia eu joguei Arcana Heart 3 pela primeira vez e aquela menina da bolha é provavelmente a única personagem grappler que eu gostei em todos os jogos de luta.

No fim do dia, deixamos algumas coisas pendentes e fomos todos para suas casas. Alguns resolveram dormir cedo. Poucos conseguiram. Outros nem sequer tentaram. Entretanto, no dia seguinte estávamos (quase) todos acordando cedo para realizar as últimas tarefas e dar início ao evento no Colégio Moderno.

 

Primeiro dia

 

Pela manhã bem cedo o grupo foi gradualmente chegando ao colégio para terminar a preparação da sala. Colamos os cartazes feitos pelo Nikki pelas paredes e publicamos a programação da sala na lousa. Dessa vez, Erick e Mirage (Marotex, Maguary) apareceram com seus consoles e jogos e a sala estava pronta pouco antes das dez da manhã.

Tivemos alguns problemas técnicos com os adaptadores de controles de Playstation 2 e, no final das contas, fomos forçados a ter de deixar nossos controles principais nas mãos dos mashers para não ficarem faltando controles.

A sala ficou bem bonita e logo os primeiros visitantes começariam a chegar. Jogadores casuais em sua esmagadora maioria. O console rodando Marvel vs Capcom 3 era o que mais atraía jogadores desde o primeiro dia, enquanto que o meu Playstation 3 com Super Street Fighter 4: Arcade Edition estava meio abandonado. Tekken 6 também acabou chamando uma grande porção de jogadores – e este foi o motivo de Arcana Heart 3 não ter sido visto em nenhum momento durante todo o final de semana, embora tivesse sido originalmente anunciado na programação.

Os torneios programados para sábado eram os de BlazBlue: Continuum Shift II (BBCS2) e Marvel vs Capcom 3 (MvC3). Sob o ponto de vista da organização, tudo correu bem: ambos os torneios começaram e terminaram em um horário bastante próximo do previsto, contaram com um número razoável de participantes (considerando que estamos falando de Belém) e praticamente nenhuma distribuição de Walk Overs. Para o torneio de BBCS2 apareceram dez inscritos, enquanto que no MvC3 tivemos doze jogadores.

 

Segundo dia

 

No domingo a sala estava ainda mais movimentada do que no sábado, mas infelizmente o alcance do público não variava muito dos “jogadores casuais” que tinham aparecido no dia anterior.

Esse foi um dos maiores pesares do evento: é um tanto frustrante para mim – e para muitos da organização da sala, eu tenho certeza – não ter conseguido despertar o espírito competitivo em pelo menos uma pessoa. Ninguém apareceu procurando informações ou dicas sobre como melhorar, ou mesmo demonstrando interesse em participar de jogatinas ou campeonatos posteriores.

Quanto a questões de infra-estrutura, a climatização estava bem melhor no domingo, mas surgiu um cheiro de queimado que permaneceu na sala durante todo o evento. Não se soube dizer qual a sua origem, e nenhum equipamento eletrônico do grupo da organização sofreu qualquer dano, o que nos deixou aliviados. Ainda assim, a sala foi bastante elogiada pelo evento sob este aspecto.

Fora isso, ocorreu uma queda de energia por um curto período de tempo pela parte da tarde, o que nos deixou aflitos e voltou nossa atenção totalmente para os nossos equipamentos. Felizmente, nada foi perdido nem danificado.

O torneio de Mortal Kombat 9 teve que ser cancelado pois no horário marcado para o início do torneio haviam apenas dois inscritos. Já o de Super Street Fighter 4: Arcade Edition (SSF4AE) foi realizado com nove participantes. Novamente, com relação aos horários tudo correu em conformidade com o que havíamos previsto e nós pudemos finalizar a programação da sala e deixar o evento em um horário confortável.

Bem, esta é a cobertura que eu posso fazer do evento sem me estender demais e com o menor desapego aos detalhes possível. Procurei balancear o texto para não ficar nem tão extenso – o que o deixaria cansativo – mas nem tão vago, para tentar fazer com que o leitor vivenciasse um pouco do que se passou nestes torneios. Agradeço a leitura e parto para outra.

 

Bônus – Os torneios:

 

BBCS2

 

A partir de agora, narrarei como os torneios se deram sob a minha perspectiva como jogador. Eu joguei o torneio inteiro apenas de Makoto.

BBCS2 começou mais cedo, por volta das duas e meia da tarde, e no primeiro round eu enfrentei um jogador de Jin – um conhecido da galera que sempre aparece nos torneios; salvo engano o nome dele é Junior. Eu estava bastante nervoso e dropando combos a torto e a direito, mas ainda assim consegui vencer após baitar vários DPs.

No segundo round eu tive de enfrentar um Tager e eu tremi um pouco nas bases antes da partida – porque eu simplesmente odeio jogar contra grapplers em qualquer jogo. No entanto, tudo acabou saindo certo nessa luta, eu comecei a acertar os combos até o fim e a jogar pacientemente. Consegui até um perfect e saí do jogo um pouco aliviado.

Já no terceiro round eu tive de enfrentar o Kawa. Eu sabia que ia ser uma partida particularmente muito difícil porque eu jogo frequentemente com ele e perco a grande maioria das vezes. Ainda assim, eu joguei bem acima da média. Sem dropar combos, com bastante leitura de jogo de partidas passadas e o uso esporádico do j.2C eu consegui vencer de maneira bem convincente, causando a primeira zebra do torneio…

Em seguida eu enfrentei o Erick, jogador de Tager (digo isso mesmo sabendo que ele joga com vários outros chars porque foi com esse personagem que ele jogou a maioria do torneio) e, como alguns já devem saber, o campeão. Ele é um jogador novo, estreando (com muita propriedade!) em campeonatos de BlazBlue. Nesse primeiro encontro eu consegui vencer o Tager dele, mas ele fez counterpick com Hakumen e me venceu de dois a um em partidas acirradas.

Após ser mandado para as Losers Finals pelo Erick, fiquei esperando pelo meu oponente, que acabou sendo o Muh. Mais uma vez, peguei um adversário que eu enfrento regularmente, e que, assim como o Kawa, também me vence em uma freqüência alta. E novamente, jogando com um desempenho acima do normal, eu consegui vencê-lo – antecipando roll techs e wakeup supers, além do eventual uso do j.2C, um golpe que me salvou bastante.

O curioso aqui é que eu creio que o jogador da partida anterior tenha configurado um atalho alternativo para o Burst (provavelmente no R2, que no Sixaxis é um gatilho bastante sensível), pois o acionei sem querer pelo menos duas vezes durante todo o set. Felizmente, isso não afetou o resultado a meu favor.

Finalmente, tenho minha revanche com o Erick nas Grand Finals – tendo que vencê-lo duas vezes seguidas para ser campeão – apenas para ser quase que imediatamente destruído com um dois a zero que me deixou emudecido… É verdade que eu joguei de maneira impaciente e eu mereci perder mesmo, mas isso não tira o mérito da vitória do Erick e finalizo este parágrafo parabenizando- lhe pelo título.

Sinto que ainda estou engatinhando neste jogo, mas ao mesmo tempo fico satisfeito com o resultado. Jogar uma final de um campeonato é sempre uma experiência interessante, que mexe um pouco com os nervos, e ainda mais com a pequena (mas sonora) platéia que se formou para assistir os jogos.

Resultado (Top3):

1 – Erick (Tager, Hakumen)

2 – Diew (Makoto)

3 – Muh (Bang)

 

MvC3

 

O torneio de MvC3 começou um pouco mais tarde, quando os finalistas do BlazBlue já estavam definidos. Eu usei o mesmo time em todas as partidas do torneio – joguei com o time conhecido atualmente como “Team Scrub”, isto é, Wolverine/Sentinel/Akuma.

Não há muito o que comentar nas partidas porque todas foram muito parecidas – eu havia apenas memorizado alguns combos bem básicos, porém capazes de matar um personagem imediatamente (exceto em situações especificas, como quando o primeiro personagem possui muita vitalidade) – e as partidas se resumiam a penetrar a defesa do oponente, fazer um combo de 100% de dano e repetir o processo por mais duas vezes.

Foi mais ou menos assim desde o meu primeiro oponente (o Kawa, novamente) até a Winners Finals, onde eu perdi o meu primeiro round no torneio para o jogador que, logo na sequência, viria das Losers Finals jogar de novo comigo nas Grand Finals.

Na final da tela grande eu estava com a vantagem de ter que vencer apenas um set, pois vinha da Winners, enquanto que o meu oponente que vinha da Losers teria que me ganhar dois sets seguidos para ser campeão.

Após perder a final do BlazBlue eu tinha sofrido um certo abalo psicológico. Além disso o finalista (cujo nome da inscrição era Salmon) estava constantemente se adaptando ao meu time, procurando uma nova formação, olhando os meus combos do Wolverine e aprendendo na mesma hora, mudando a ordem de entrada dos personagens e escolhendo assists diferentes.

Com isso, eu acabei perdendo o primeiro set de dois a um, mas aproveitando a vantagem e dando a volta por cima eu ganhei o segundo set de dois a zero.

Novamente, estou longe de ser um excelente jogador de MvC3, porém sabendo fazer os combos danosos (que, por sinal, nem exigem execução pesada), além de alguns cross-ups e punições, eu tive vantagem no torneio e consegui vencer.

Top3:

1 – Diew (Wolverine/Sentinel/Akuma)

2 – Salmon (Wolverine/Dante/ /Trish)

3 – Nego (???/???/???)

 

SSF4AE

 

Não sei como contar a história desse torneio sem soar perigoso, portanto peço perdão mas deixarei essa oportunidade passar e apenas citarei o top3:

1 – Diew (Fei Long)

2 – Venancio (Ken)

3 – Gabriel (Cammy, Ibuki)

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